Galaxy Destroyers

Capítulo 1 - Página 15 (Final do Capítulo)

Gaby e Luck invadiram o sótão como um furacão, ofegantes, o cristal de neutrilita brilhando na mão de Luck como uma estrela capturada.

— Conseguimos! — gritou Gaby, já correndo para a bancada. Suas mãos voavam sobre as peças, encaixando o minério no núcleo do dispositivo. Faíscas douradas saltaram, o aparelho vibrou... e finalmente emitiu um brilho verde suave e constante.

Pronto.

O relógio marcava menos de um minuto restante.

Todos se aproximaram em silêncio. Gaby, com lágrimas nos olhos, ergueu o bracelete curativo — delicado, prateado com detalhes verdes luminosos — e caminhou até Diana.

Diana pegou o bracelete com mãos trêmulas e o colocou no pulso. Ele se ajustou perfeitamente, como se sempre tivesse sido dela. Uma aura cálida e verde envolveu seu corpo por um instante, reconhecendo a nova dona.

Ela se ajoelhou ao lado do filho, que já mal respirava, a pele cinzenta pelo veneno. Colocou a mão sobre o peito dele e ativou o dispositivo.

Uma luz verde intensa explodiu do bracelete, envolvendo Júlio completamente. O veneno recuou como sombra diante do sol. Feridas internas se fecharam, cor voltou ao seu rosto, os olhos se abriram de repente. Ele inspirou fundo, como se voltasse à vida após anos submerso.

— Mãe... — murmurou Júlio, abraçando Diana com força.

O sótão explodiu em alegria. Jonathan, Enzo, Shayane, Márcio, Gaby — todos se juntaram em um abraço coletivo, chorando e rindo ao mesmo tempo. Luck ficou um pouco de lado, sorrindo aliviado, os olhos fixos em Júlio.

Mas quando a luz curativa se dissipou por completo, algo mais aconteceu dentro da mente de Júlio. Fragmentos de memória, bloqueados por trauma antigo, voltaram como um flash.

Ele viu a si mesmo criança, correndo assustado por um beco escuro. Garotos mais velhos de uma gangue de rua o cercavam. Dois deles hesitavam, protegendo-o. Um líder furioso gritava: “Não queremos viadinhos na gangue!”. Ordens para atacá-lo. Tiros. Dor. E o nome do líder, gritado com ódio: Mechano.

Júlio se afastou do abraço, os olhos arregalados.

O grupo ficou em silêncio. A ameaça do torneio, agora, tinha um rosto do passado.

Júlio olhou para todos — família maior, amigos, Luck — e respirou fundo.

Fim do Capítulo 1

(Continua no Capítulo 2...)