Galaxy Destroyers

Capítulo 1 - Página 13

O relógio marcava três horas restantes.

Gaby estava coberta de suor e graxa, os olhos vermelhos de tanto encarar esquemas holográficos. Peças espalhadas por toda a bancada, fios soldados às pressas, testes falhando um atrás do outro. Mas agora... agora o núcleo do dispositivo de cura finalmente emitia um brilho constante, quase pronto.

Silêncio pesado caiu sobre o sótão. Júlio nunca havia construído aquele dispositivo antes exatamente por isso: o minério raro — neutrilita — era quase impossível de encontrar no mercado comum. Todo o estoque que ele tinha usado em protótipos havia acabado.

Gaby congelou por um segundo, depois seus olhos se iluminaram.

Todos se entreolharam. As carcaças das serpentes ainda estavam lá, vigiadas pela polícia, mas acessíveis.

— Alguém precisa ir agora mesmo — disse Jonathan. — Eu sou o mais rápido, mas não entendo nada de extrair cristais.

Gaby ergueu a mão. — Eu vou. Eu sei exatamente onde procurar.

Luck, que não havia largado a mão de Júlio, se levantou imediatamente.

Ninguém discutiu. Os dois saíram correndo, Gaby já ativando o bracelete para se transformar em Portalix (forma verde) caso precisassem de uma fuga rápida.

Antes que a porta se fechasse, Júlio, com a voz fraca e dramática como sempre adorava ser em momentos sérios, chamou todos para perto.

Diana segurou o rosto do filho, lágrimas caindo.

Enquanto isso, na rua em direção a São Litoral, Gaby e Luck corriam lado a lado. O silêncio entre eles foi quebrado pela própria Gaby:

Luck corou, mesmo no escuro.

Gaby sorriu de canto.

Eles chegaram ao local das carcaças. As duas cobras gigantes ainda jaziam inertes, iluminadas pelas luzes da polícia ao longe. Era agora ou nunca.

Três horas. O tempo corria contra os Galaxy Destroyers.