A batalha contra as duas cobras robóticas gigantes fervia no centro de São Litoral. Codebreaker ergueu um escudo holográfico massivo bem a tempo, bloqueando as presas venenosas da serpente que atacava Márcio e Shayane. O impacto ecoou como um trovão, rachando o asfalto ao redor.
Phantom Rush corria em círculos, criando clones para distrair a segunda cobra, enquanto Venom Weaver lançava teias corrosivas nas escamas metálicas, tentando corroer as juntas. Gaby, ainda como Crystalwing, voava alto e disparava feixes de energia paralisante da cauda escorpião, acertando os olhos da primeira serpente.
Mas Júlio — Codebreaker — viu que a luta ia se prolongar. As cobras eram mais resistentes que o lobo anterior, com armaduras reforçadas e regeneração parcial de circuitos. Ele precisava de reforços urgentes.
Enquanto os outros intensificavam os ataques — Jonathan derrubando postes de luz com velocidade para atrapalhar as cobras, Enzo tecendo uma rede gigante para imobilizar uma delas, e Gaby alternando para Enchantress para tentar hipnotizar a máquina (sem muito sucesso, já que era robótica) —, Júlio correu para Márcio e Shayane.
Ele carregava um bracelete reserva, improvisado rapidamente no drone holográfico durante o voo. — Pai! Pegue isso! Vai ativar poderes em você!
Mas no caos, uma explosão de gás sonífero da cobra mais próxima o fez escorregar no asfalto rachado. O bracelete voou de sua mão... e caiu diretamente nas mãos de Shayane, que o pegou por instinto.
— Shayane! Não, era pro pai... — começou Júlio, mas era tarde. O bracelete se ativou ao toque dela, ajustando-se ao pulso. Um chicote luminoso surgiu em sua mão, comprido e flexível, com uma ponta afiada. O uniforme se materializou: preto com detalhes dourados, e uma agulha retrátil no braço para coletar DNA.
Shayane, sempre um pouco mimada e acostumada a conseguir o que queria, piscou surpresa, mas logo sorriu com confiança. — Ei, isso é meu agora! Vamos ver do que isso é capaz!
Ela bateu o chicote no chão com força. Uma onda de energia se espalhou, e do portal que se abriu surgiu um gorila gigante, músculos pulsando, olhos ferozes. Shayane sentiu uma ligação imediata: a força do gorila inundou seu corpo, tornando-a mais forte, mais agressiva. Sua personalidade mimada ganhou um toque de bruteza.
— Ataque! — ordenou ela, controlando o gorila como uma extensão de si mesma. O animal guardião socou a cobra robótica mais próxima, amassando suas escamas.
Mas Shayane não parou aí. Vendo a oportunidade, ela estendeu a agulha do uniforme e tentou cravá-la na cauda da serpente, coletando uma amostra de "DNA" mecânico — ou melhor, dados de programação — para talvez summonar algo novo mais tarde.
A cobra se debateu, quase acertando-a, mas o gorila a protegeu. Shayane riu, influenciada pela força do guardião: — Isso é fácil! Vamos acabar com elas!
Márcio, ainda sem poderes, ajudava como podia, puxando Shayane para longe do perigo. A luta estava longe de acabar — as cobras contra-atacavam com fúria renovada.