Galaxy Destroyers

Capítulo 1 - Página 5

Os três irmãos lutavam em perfeita sincronia. Codebreaker projetava uma série de lâminas holográficas que giravam como serras ao redor do robô-lobo, cortando peças soltas. Phantom Rush corria em círculos cada vez mais rápidos, criando dezenas de clones ilusórios que confundiam completamente os sensores da máquina. Enzo, pendurado no alto por uma teia, lançava fios corrosivos que se enrolavam nas juntas, derretendo lentamente o metal.

O robô tentou um último ataque desesperado: abriu a boca e liberou uma nuvem enorme de névoa sonífera. Mas Júlio já esperava por isso. Com um gesto amplo, criou uma cúpula holográfica gigante que cobriu os três, bloqueando totalmente o gás.

— Agora, Jonathan! — gritou Codebreaker.

Phantom Rush acelerou ao máximo. Todos os clones se fundiram em um único borrão vermelho que atingiu o núcleo exposto do robô com uma sequência de socos tão rápida que parecia um único impacto devastador. O lobo mecânico tremeu, soltou uma explosão de faíscas e caiu de joelhos, completamente desativado.

Enzo desceu deslizando por uma teia, aterrissando ao lado dos irmãos com um salto animado.

— Conseguimos! A gente detonou ele! — exclamou o caçula, pulando sem parar. — Ei, ei! Eu preciso de um nome secreto também! O Júlio é Codebreaker, o Jonathan é Phantom Rush... e eu? Venom Web? Spider Venom? Toxic Spinner? Arachno-Kid? O que acham?

Jonathan riu, bagunçando o cabelo do irmão mais novo.

— Calma aí, campeão. A gente pensa em algo épico depois.

Júlio, porém, já estava com a cabeça em outro lugar. A mensagem de Gaby ainda queimava na tela do bracelete. Ele olhou para o robô destruído por um segundo, viu um pequeno símbolo gravado no peito metálico — um círculo com uma engrenagem dentro —, mas decidiu que aquilo podia esperar.

— Vocês terminam aqui. Avisem as autoridades anônimas, apaguem câmeras, o de sempre. Eu preciso voltar pra casa agora — disse Júlio, já desativando o traje.

Em menos de meia hora, ele estava de volta no quarto. Ferramentas espalhadas, soldador quente, linhas de código rolando na tela. O dispositivo de Gaby — um bracelete delicado, prateado com detalhes rosa neon — estava quase pronto há semanas. Só faltava o ajuste final do núcleo de energia.

Júlio trabalhou sem parar, suando, até que o bracelete emitiu um brilho suave e constante. Pronto.

Ele abriu o Stellar Link e mandou uma mensagem rápida:

Do outro lado da cidade, o celular de Gaby vibrou. Ela leu a mensagem, sorriu de orelha a orelha e olhou para o céu noturno, como se já pudesse ver o que estava por vir.